Romance
A poucos quilómetros de Lisboa encontra-se uma misteriosa vila que, no século XIX, chegou a ser uma das capitais culturais da Europa. Sintra é conhecida pelo seu clima húmido e nevoeiro, pelos belos monumentos e palacetes da época do Romantismo e por um vasto aglomerado de árvores e plantas do mundo inteiro que a tornam num dos locais portugueses mais românticos.
O Atlântico mesmo ali ao lado e a densa vegetação levam a que o clima de Sintra seja especial e imprevisível. O nevoeiro e as sombras tornam a vila misteriosa e nem mesmo a chuva impede os passeios pelas ruelas do centro histórico ou pelas estradas ladeadas de árvores que conduzem aos vários monumentos. A história diz-nos que os Mouros estiveram no território entre os séculos VIII e XII, restando dessa presença o Castelo e o Palácio Nacional com as duas chaminés (apesar de ambos terem sofrido grandes transformações ao longo do tempo). Terá sido D. Fernando, “o Rei Artista”, que transformou Sintra, no século XIX, num símbolo do Romantismo. Ao rei deve-se a construção do Palácio da Pena – outrora um convento – e a criação de um parque com 200 hectares e mais de mil árvores e plantas do mundo inteiro. Com ele chegaram a Sintra artistas de vários pontos do globo. Lord Byron, Robert Southey, Eça de Queiroz e Alexandre Herculano são algumas das figuras que se passearam pela vila e a celebrizaram. Vale a pena, também, visitar a Quinta da Regaleira, o Parque e Palácio de Monserrate e os jardins do Palácio de Seteais. E provar os doces típicos: queijadas e travesseiros.



