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Casablanca

Hollywood entregou-a de bandeja ao conhecimento do mundo ocidental. A capital marroquina, Casablanca, é, como não podia deixar de ser, o maior centro industrial e o maior polo económico e financeiro do país. Apesar disso – e de estar próxima de culturas europeias –, Casablanca é uma sociedade de cultura árabe.

Esta é uma sociedade com mentalidade arábica, e a prova disso são as suas gentes. Junto às mesquitas, mulheres com as tradicionais vestes e de cara tapada não deixam esquecer o peso desta cultura e as suas tradições. Não é a Casablanca do filme de Humprey Bogart e Ingrid Bergman – até porque esse filme foi filmado nos EUA - e também não tem o mesmo espírito de outras cidades marroquinas, como Marraquexe ou Fez. Mas Casablanca é uma capital com os seus próprios encantos, uma verdadeira metrópole. A história da cidade data do século X a. C. e conta que Casablanca foi colonizada por berberes e, mais tarde, usada como porto mercantil pelos fenícios e romanos. Por aqui também passaram portugueses, quando construíram uma fortaleza militar, em 1515. A povoação que cresceu à sua volta foi chamada de Casa Branca, mas a presença de comerciantes e povos espanhóis transformou-a em Casablanca. Hoje em dia, cerca de 3,8 milhões de pessoas ocupam os mais de 1600 quilómetros quadrados de área da metrópole. Apesar de fiel às suas tradições, os ventos de mudança também chegaram a esta cidade, que, embora tenha sido sempre porto de negociantes, mistura hoje, entre esquinas, pessoas de trajes árabes com homens de negócios de pasta na mão, telemóvel, computador portátil e fato e gravata.