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Boa Vista

É um território pleno de contrastes, aquele que cabe nos 620 quilómetros quadrados de extensão da ilha que os portugueses batizaram primeiro de São Cristóvão, para logo depois receber o nome de Boa Vista, em tributo às maravilhas que esperam os que a visitam. Integrada no barlavento caboverdiano, no extremo oriental do arquipélago, e mais próxima do continente africano do que todas as outras, a vista de quem chega a esta ilha só se ergue, porém, no Pico d’Estância, o ponto mais alto, a rondar os 390 metros. Lá de cima, o que o olhar alcança é uma paisagem que flutua entre os bancos de areia – não é por acaso que lhe chamam também a ilha das dunas – e as ondas do mar – tem das maiores, mais inexploradas e mais luxuriantes praias de Cabo Verde.

De um lado, o cenário tinge-se em tons ocre, sublinhando a aridez do Deserto de Viana, um verdadeiro Sahara em ponto pequeno, formado pelas areias que o vento harmatão foi soprando ao longo dos séculos. Do outro, a opulência do Atlântico que aqui se veste de azul-turquesa nas praias onde a natureza também fala mais alto. Mas antes de partir para banhos, aproveite a vila de Sal-Rei, a capital da Boa Vista. É lá, por entre as paredes coloridas do casario onde se demora o som das mornas, que se pode encontrar os maiores vestígios da presença colonial.