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Argel

Argel: Resumo

Guia de destinos
 

Argel

Os franceses, encantados pela luz cristalina e brilhante que se espraia por todo o território e pelo tom alvo dos edifícios que sobem a encosta, chamaram-lhe "Alger, la Blanche" - Argel, a branca –, um epíteto que não podia ficar melhor a uma cidade enorme e fervilhante, virada de frente para a bacia do Mediterrâneo e de costas para o deserto, entre Marrocos e a Tunísia. Capital de um dos maiores e mais ricos países de África a nível de recursos naturais, é um dos maiores portos do continente. Com mais de três milhões de habitantes, divide-se em duas partes: a moderna, que se precipita sobre a costa, e a antiga, Casbah, a velha medina que sobe pela colina, 120 metros acima do nível do mar.

Se as lendas contam que Hércules e os seus companheiros aportaram à baía de Argel, a verdade é que o seu porto sempre atraiu povos, desde tempos imemoriais. Fundada pelos fenícios como um porto privilegiado entre Cartago e Gibraltar, os romanos conquistaram-na depois, antes de a entregarem aos vândalos, depois aos bizantinos, antes de chegarem os árabes, em 650. Mais tarde vieram os otomanos e os berberes e só finalmente os franceses, que, de 1830 a 1962, controlaram a cidade e o país, até serem expulsos graças a uma sangrenta luta pela independência. Apesar da guerra civil que lá deflagrou nos anos 90 do século passado, Argel é hoje uma cidade que ainda conserva a sua beleza natural, verdadeiros tesouros históricos e a hospitalidade de um povo que sabe como bem receber.