A TAP encomendou ao consórcio europeu Airbus dez aviões A350, com uma opção de mais cinco, para equipar a sua frota de longo curso, actualmente constituída por seis A310 e quatro A340.
Tendo, nos últimos dois anos, os combustíveis sofrido um crescimento brutal, a única forma que a TAP tem para enfrentar esta escalada é a contínua melhoria da sua eficiência, através de uma melhor utilização dos seus recursos e de um persistente esforço de redução dos custos.
Para continuar a aumentar a sua eficiência, a TAP tem de continuar a crescer. Contudo, a sua frota de longo curso já atingiu o limite da utilização, tendo as suas linhas taxas médias de ocupação superiores a 80 por cento, algumas atingindo mesmo os 90 por cento, como por exemplo São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iorque. Esse tem sido, aliás, o segredo da TAP cuja operação cresceu já mais de 40 por cento nos últimos quatro anos, praticamente com a mesma frota e ligeiramente menos trabalhadores.
Por este conjunto de razões a TAP optou pelos novos modelos de aeronaves existentes no mercado os quais permitem ainda, não só maior flexibilidade na sua utilização, bem como das tripulações, como garantem ganhos de eficiência ao nível do combustível superiores a 25 por cento.
A entrega dos novos aviões só deverá ocorrer entre 2013 e 2015. Porém, a forte expansão económica na China, India e Médio Oriente absorveu totalmente quaisquer aeronaves que pudessem estar disponíveis no mercado de leasing para a TAP poder corresponder ao contínuo aumento de solicitações, pelo que até lá deverão ser adquiridos sete aviões A330 para substituir os A310 – e mais um de reforço –, cuja posterior alienação tem um preço garantido pela Airbus.
A substituição da totalidade da frota actual de longo curso será feita de forma faseada, permitindo a sua utilização até aos limites permitidos pelos padrões de qualidade que a TAP proporciona aos seus passageiros.
Os montantes envolvidos na operação não foram divulgados por nenhuma das partes, mas a TAP assegura que as condições obtidas após cerca de um ano de negociações são muito vantajosas, principalmente pelo facto de ser um dos clientes de lançamento do novo modelo.O construtor norte-americano Boeing foi também convidado a apresentar proposta, oferecendo o seu modelo B787. Porém, só poderia fazer entregas em 2011, não dispondo de aeronaves no período intermediário.










